Zanahoria – ¿Qué es esto?

  O taxista perguntou se Buenos Aires teria alguma semelhança com o Rio de Janeiro. Respondi que não, exceto pelo fato de serem grandes metrópoles. As edificações em Buenos Aires são austeras, pesadas, imponentes. Também não encontrei a ‘caliência’ do Rio; para ver um sorriso de um portenho foi preciso arrancá-lo. Não fui a todos Leia mais… »

O Conto da Aia

“Fé é apenas uma palavra bordada.” A primeira edição é de 1992 e já virou série para a TV. Como ainda não me rendi a esse vício, optei por conferir a história de Margaret Atwood da forma como foi concebida originalmente. Encarei o livro e não me arrependi da escolha; cheguei a ter uma breve Leia mais… »

Efêmero

Sem hora nem dia certos, apenas chega. Na ruazinha do lado de casa, buzina seu carro preto – o mesmo carro preto. Jamais hesito, sequer penso. Num átimo estou perto, junto, ofegante, suplicante. Braço apoiado no encosto do banco do carona, carrega um sorriso maroto e olhar vívido. O paletó está aberto, o nó da Leia mais… »

A intensa jornada de uma mente ansiosa

Leio um livro, uma narrativa prazerosa. Estou dentro da história, bem distante da realidade e de repente o coração acelera. Dá uma acelerada bruta. Dois segundos e logo começa a voltar ao normal. Mas não retoma a normalidade esperada. A respiração é alterada; o diafragma não se mexe. Tiro os olhos do livro, recosto-o no Leia mais… »

Outros Cantos, de Maria Valéria Rezende

Se há algo de que não gosto e fujo ligeiro é de padrões. O que for quadradinho, que todo mundo faz igual, porque tem que ser assim, porque só é aceito desse jeito, pulo fora. A vida é diversa e o modo de passar por ela não deveria ser diferente. De descrevê-la, idem. Há um Leia mais… »

Graciana Perpétua

O dia não tem nada de especial, não se trata de data comemorativa, aniversário, nada de significativo no calendário. De repente, uma aparição surge de um dos cantinhos da memória: uma senhorinha magra e alta no fundo do quintal, com uma das mãos às costas, na altura da cintura, e a outra acenando. O coquinho Leia mais… »

Rotina cruel

Acordo cedo. Antes de o Sol aparecer por trás da goiabeira, abro meus olhos e, preguiçosamente, vejo o dia nascendo a minha volta. Faço isso rápido, pois o espaço é pequeno. Numa espreitadela consigo conferir o que rola por aqui. Quero despertar devagar, no entanto não me deixam. Os vizinhos de frente formam uma família Leia mais… »

Vestido de saco

Estavam na moda roupas confeccionadas em tecido de algodão, chamado pano de saco, branco. Antes de cortar o modelo, a costureira alvejava ainda mais, porque a peça deveria ser bem branquinha. Confeccionavam-se de tudo: shorts, calças, vestidos, batas, camisetas, bermudas e calças masculinas. A menina tinha nove anos e se apaixonou pela novidade. Os olhos Leia mais… »

Sim, nós precisamos do feminismo

Muita informação não está clara, outras tantas circulam de modo distorcido, milhares não alcançam a quem deveriam de fato alcançar. E a pergunta que se repete com frequência: “Feminismo pra quê?” Há quem não queira mexer nessa massa por medo de desandar, afinal, tem poder demais em jogo e, pode parecer estranho, mas há, sim, Leia mais… »