Epitáfio em três versos

Onofre foi enterrado às nove horas de uma manhã fria e chuvosa. Alberto, ante o lóculo onde deixaria para sempre o amigo, sentiu a tristeza comprimir o peito. Não pela separação sem retorno, mas pela despedida em dia tão feio. “Onofre merecia partir com céu claro, de azul límpido, sol manso e brisa perfumada”, pensou. Leia mais… »

É simples: porque ela não quer

Não estou no meu lugar de fala, porque sou mãe, muito satisfeita por sinal, só que preciso me manifestar sobre mulheres que optam por não ter filhos. Sim, optam. Elas podem optar. Melhor: estão conseguindo falar a respeito. Estão conseguindo soltar a voz, se desprender do aprisionamento que é ser mulher em todas as situações Leia mais… »

Mulherio das Letras

Um marco histórico cravado em João Pessoa Durante quatro dias em João Pessoa tentei, todas as noites, escrever sobre o nosso encontro. Os dedos permaneciam em prontidão, aguardando alguma mensagem do cérebro que pudesse ser decodificada e transformada em palavras, mas nada saía. Os dias por lá terminaram, retornei à casa e o turbilhão de Leia mais… »

Quarenta e duas rosas brancas

Assisto à chuva pela janela e me lembro da mulher que jogou quarenta e duas rosas brancas para Iemanjá à meia-noite do dia 31 de dezembro. Sob a tempestade, lá estava, segurando com uma das mãos o guarda-chuva – que não guardava nada –, e na outra, a sua oferenda. Ajoelhada à beira d’água, fez Leia mais… »