Sem preconceito, mas vai que…

Cheguei para a entrevista atrasada, correndo, bufando, e a surpresa foi maior ao encontrar o prefeito deitado dentro do carro, o corpo estirado nas duas poltronas da frente, cabeça para fora, de óculos escuros, a mirar o céu. Mais calmo impossível. E nós, trinta minutos depois da hora marcada, constrangidos. – Bom dia, prefeito, desculpe Leia mais… »

Desobrigada

A terapeuta interrompeu meu relato. “Então, o melhor dos bons encontros desta Flip foi o encontro com você.”. Ela não perguntou; ela afirmou. Concordei, meio sem pensar, porque a fala encaixou, vestiu e serviu sem folgas ou apertos. Havia um bocado de encontros marcados para a Flip deste ano. Muitas amigas virtuais, dos movimentos feministas, Leia mais… »

Zanahoria – ¿Qué es esto?

  O taxista perguntou se Buenos Aires teria alguma semelhança com o Rio de Janeiro. Respondi que não, exceto pelo fato de serem grandes metrópoles. As edificações em Buenos Aires são austeras, pesadas, imponentes. Também não encontrei a ‘caliência’ do Rio; para ver um sorriso de um portenho foi preciso arrancá-lo. Não fui a todos Leia mais… »

A intensa jornada de uma mente ansiosa

Leio um livro, uma narrativa prazerosa. Estou dentro da história, bem distante da realidade e de repente o coração acelera. Dá uma acelerada bruta. Dois segundos e logo começa a voltar ao normal. Mas não retoma a normalidade esperada. A respiração é alterada; o diafragma não se mexe. Tiro os olhos do livro, recosto-o no Leia mais… »

Graciana Perpétua

O dia não tem nada de especial, não se trata de data comemorativa, aniversário, nada de significativo no calendário. De repente, uma aparição surge de um dos cantinhos da memória: uma senhorinha magra e alta no fundo do quintal, com uma das mãos às costas, na altura da cintura, e a outra acenando. O coquinho Leia mais… »

Rotina cruel

Acordo cedo. Antes de o Sol aparecer por trás da goiabeira, abro meus olhos e, preguiçosamente, vejo o dia nascendo a minha volta. Faço isso rápido, pois o espaço é pequeno. Numa espreitadela consigo conferir o que rola por aqui. Quero despertar devagar, no entanto não me deixam. Os vizinhos de frente formam uma família Leia mais… »

Mulherio das Letras

Um marco histórico cravado em João Pessoa Durante quatro dias em João Pessoa tentei, todas as noites, escrever sobre o nosso encontro. Os dedos permaneciam em prontidão, aguardando alguma mensagem do cérebro que pudesse ser decodificada e transformada em palavras, mas nada saía. Os dias por lá terminaram, retornei à casa e o turbilhão de Leia mais… »

A hipocrisia fede

Quando era criança, até pelo menos uns dez anos de idade, minha mãe determinava a hora de dormir. Quase nunca passava das nove. Não tinha “Ah, mãe!”. Era vai deitar, tá na hora, leite e cama. Raras vezes podia esticar um pouco, quando tinha visita em casa, aos domingos, mas a rotina era a de Leia mais… »