Papai Noel, não esperava vê-lo tão cedo

Quem me lê há muito tempo sabe que não gosto do Natal. Aliás, não é do Natal; é da fervura natalina que se inicia cada ano mais cedo e termina no dia 24 de dezembro, quando finalmente fecham-se as portas do comércio. Também não vejo a menor graça na comilança exagerada que se faz na Leia mais… »

Silêncio abafado

Há um silêncio que me incomoda, a ponto de provocar mal-estar. Um tipo de silêncio abafado, como se houvesse no ar uma pressão qualquer e, dessa pressão, um som sem som se fizesse ouvir. Já escrevi sobre dias frios, sobre o silêncio dos dias frios. Lembro bem daquela manhã – estava em um banco de Leia mais… »

Sem preconceito, mas vai que…

Cheguei para a entrevista atrasada, correndo, bufando, e a surpresa foi maior ao encontrar o prefeito deitado dentro do carro, o corpo estirado nas duas poltronas da frente, cabeça para fora, de óculos escuros, a mirar o céu. Mais calmo impossível. E nós, trinta minutos depois da hora marcada, constrangidos. – Bom dia, prefeito, desculpe Leia mais… »

Desobrigada

A terapeuta interrompeu meu relato. “Então, o melhor dos bons encontros desta Flip foi o encontro com você.”. Ela não perguntou; ela afirmou. Concordei, meio sem pensar, porque a fala encaixou, vestiu e serviu sem folgas ou apertos. Havia um bocado de encontros marcados para a Flip deste ano. Muitas amigas virtuais, dos movimentos feministas, Leia mais… »

Zanahoria – ¿Qué es esto?

  O taxista perguntou se Buenos Aires teria alguma semelhança com o Rio de Janeiro. Respondi que não, exceto pelo fato de serem grandes metrópoles. As edificações em Buenos Aires são austeras, pesadas, imponentes. Também não encontrei a ‘caliência’ do Rio; para ver um sorriso de um portenho foi preciso arrancá-lo. Não fui a todos Leia mais… »

A intensa jornada de uma mente ansiosa

Leio um livro, uma narrativa prazerosa. Estou dentro da história, bem distante da realidade e de repente o coração acelera. Dá uma acelerada bruta. Dois segundos e logo começa a voltar ao normal. Mas não retoma a normalidade esperada. A respiração é alterada; o diafragma não se mexe. Tiro os olhos do livro, recosto-o no Leia mais… »

Graciana Perpétua

O dia não tem nada de especial, não se trata de data comemorativa, aniversário, nada de significativo no calendário. De repente, uma aparição surge de um dos cantinhos da memória: uma senhorinha magra e alta no fundo do quintal, com uma das mãos às costas, na altura da cintura, e a outra acenando. O coquinho Leia mais… »

Rotina cruel

Acordo cedo. Antes de o Sol aparecer por trás da goiabeira, abro meus olhos e, preguiçosamente, vejo o dia nascendo a minha volta. Faço isso rápido, pois o espaço é pequeno. Numa espreitadela consigo conferir o que rola por aqui. Quero despertar devagar, no entanto não me deixam. Os vizinhos de frente formam uma família Leia mais… »