Catarina

Sou Catarina Medeiros. Tenho noventa anos. Viúva, mãe de quatro filhos, treze netos, três bisnetos. Moro sozinha na estância que construí com meu marido. Por aqui, hoje, só eu e três empregados na casa, que a mantêm em ordem e a mim, até que finalmente, se houver mesmo esse Deus em que tantos acreditam, que Leia mais… »

Epitáfio em três versos

Onofre foi enterrado às nove horas de uma manhã fria e chuvosa. Alberto, ante o lóculo onde deixaria para sempre o amigo, sentiu a tristeza comprimir o peito. Não pela separação sem retorno, mas pela despedida em dia tão feio. “Onofre merecia partir com céu claro, de azul límpido, sol manso e brisa perfumada”, pensou. Leia mais… »

Morte clandestina

Quando morri por alguns instantes, meus olhos, antes cerrados pelo sono temporariamente eterno, abriram-se, e arregalados, defrontaram o inusitado que poderia ser a morte. Nos poucos minutos em que morri, vi a vida se abrir na escuridão e o torpor do corpo se tornar liberdade. E a massa de ossos e músculos e gordura e Leia mais… »