Subversiva

Na saída do banheiro do hospital passaram-lhe um folheto, com informações sobre direitos não assegurados; o que o governo escondia e a imprensa não podia noticiar; e quem denunciava era preso e desaparecido. Sabia algo a respeito, porque ouvira do irmão, antes do sumiço. Por onde andaria? A pergunta veio à mente junto com um Leia mais… »

Pé de não sei quê

E o maldito pé de não sei quê enfim pendeu de vez, mortinho. Arqueou o tronco fino lentamente, perdendo sua força; tentou apoiar no muro, mas minha vontade que virasse um molho de folhas secas pareceu vencer o que lhe restava de viço. E ali está: acabado, sem chance de voltar a assombrar minhas lembranças Leia mais… »

Blusinha roxa

Na chuvarada que desabou sobre a rodovia na noite escura, a carreta capotou. Estrada sinuosa, a água batendo pesado no para-brisa e a discussão violenta foram determinantes para o desfecho trágico. O cavalo se soltou da carroceria, derrapou e emborquilhou. O que parecia ser um tempo sem fim, durou segundos, e estava lá, o corpo Leia mais… »

No Jardim do Ogro

Ela pode chocar, mas não surpreende. Não pelo tema. “No Jardim do Ogro” (Tusquets, 2014) é o primeiro romance de Leïla Slimani, embora “Canção de Ninar”, de 2016, tenha sido seu livro de estreia, com boa recepção por leitores brasileiros. Entre os dois, prefiro “Canção de Ninar”. Para um primeiro romance, dá gosto ver a Leia mais… »

“Os meninos vão olhar pra minha bunda e querer ficar comigo?”

As redes sociais abriram espaço para a proliferação das denúncias. O movimento #MeToo ampliou a força e a voz das vítimas. As mulheres botaram a boca no trombone e revelaram abusos e abusadores protegidos há décadas pelo machismo estrutural. Infelizmente, é necessário aumentar o tom da gritaria, juntar mais gargantas, fazer coro também fora da Leia mais… »

Combustão

Uau! O livro já chegou em minhas mãos todo molhado! Nem esperou para ser lido e apareceu aqui em combustão espontânea, por efeito dessas benditas cartas de Gregório e Hilda. Brincadeiras à parte, tive de esperar muitos dias para começar a ler “Combustão”, de Jeanne Araújo e Cefas Carvalho, lançado em dezembro pela Penalux. O livro Leia mais… »

Cama e mesa

A repórter se ajeitou no banquinho de madeira rente ao chão, enquanto Dalmira tentava controlar o choro para continuar seu relato. Levava ao rosto o lenço gasto e parava o olhar, perdido, a mirar o passado. Na face cansada e velha, apesar dos quarenta e poucos anos, escorriam as lágrimas expressivas dos sentimentos de uma Leia mais… »

Sim, nós precisamos do feminismo

Muita informação não está clara, outras tantas circulam de modo distorcido, milhares não alcançam a quem deveriam de fato alcançar. E a pergunta que se repete com frequência: “Feminismo pra quê?” Há quem não queira mexer nessa massa por medo de desandar, afinal, tem poder demais em jogo e, pode parecer estranho, mas há, sim, Leia mais… »